Reforma de balão betoneira é opção segura e de menor investimento

A fabricante SITI reformou mais do que produziu novas unidades nos últimos anos. A empresa credita o sucesso das reformas à qualidade do processo fabril em sua planta de Mogi Guaçu (SP).

Nos últimos anos, devido à crise financeira do país, diversas concreteiras optaram por reformar os balões betoneiras ao invés de comprar novos, otimizando os recursos reduzidos para investimentos. A SITI, fabricante de betoneiras e de outros equipamentos para concreto, como silos e centrais dosadoras, entendeu a demanda e organizou a sua fábrica de 20 mil m2 construídos para atendê-la. O resultado é que a empresa reformou 50% mais balões do que fabricou novos em 2019. Isso considerando que no ano passado, tanto a SITI quanto o mercado como um todo mais do que triplicou as vendas de betoneiras novas, totalizando 568 unidades, segundo a Anfir.

Em 2018, a proporção das reformas foi ainda maior, chegando a representar 330% das vendas de betoneiras novas”, diz Roque Oliveira Júnior, diretor da SITI. Isso, segundo ele, se explica pelo menor investimento, já que para a reforma de um balão betoneira é necessário investir aproximadamente 50% do valor de uma nova. “Com a baixa demanda do mercado de concreto nos últimos anos, esse investimento era mais prudente. Desde que, obviamente, a reforma fosse feita com qualidade e desse a devida durabilidade aos equipamentos”, salienta ele.

O quesito qualidade foi justamente a aposta da SITI para avançar nesse mercado. E ela a assegurou em várias etapas, começando pela requisição do serviço, quando os especialistas da empresa aplicam um check list em todas as peças da betoneira. Esses dados consolidados geram um documento (escopo), contendo as informações necessárias para que os engenheiros avaliem os componentes que devem ou não serem trocados e/ou reparados. “Somente depois disso é que o balão é desmontado para uso das partes que serão reaproveitadas”, explica Eduardo Talamoni, coordenador industrial da SITI.

As partes são descartadas ou reaproveitadas dependendo do estado geral do equipamento. Geralmente, explica o especialista, são reaproveitados o fundo e o cone, onde encontra-se a pista do balão e o chassi, desde que estejam validados pelos departamentos de engenharia e qualidade.

Durante o processo da reforma, o fundo, a pista e outras partes que porventura sejam reaproveitadas, são retiradas do balão e seguem para a linha fabril. O que não é reaproveitado, é vendido para as empresas de sucata, configurando um ciclo ambientalmente responsável com as ações de reciclagem.

As partes reaproveitadas, por sua vez, são soldadas ao novo balão e chassi. No caso do balão, após o processo de soldagem ele segue para a área de usinagem, onde a pista e os rolos de apoio passam pelo processo integralmente, garantindo perfeito paralelismo à nova estrutura.

As facas do balão betoneira reformado também são totalmente substituídas no processo da SITI. “Os nossos equipamentos, sejam eles reformados ou novos, levam facas com chapas de 1/4”, que são mais resistentes que as chapas de 3/16″, explica Talamoni.

Pintura Especial

A reforma de qualidade termina na pintura. Atualmente, a SITI é a única fabricante brasileira a oferecer o processo completo, sem custos adicionais, em sua venda de betoneiras. Antes mesmo da montagem dos módulos do balão, as partes recebem jateamento (padrão SA 2.1/2). Depois é feita a aplicação do primer (fundo). A betoneira segue então para a montagem e, em seguida, é realizada a pintura final, dando as características de cada cliente, como cor e logotipagem. “Por fim, é aplicada a camada de verniz, que amplia a durabilidade da pintura”, conclui Talamoni.

RCO usa maleabilidade para desenvolver, produzir e até reformar equipamentos especiais e inusitados

A Indústria paulista acumula casos de sucesso na produção de equipamentos industriais nunca antes feitos no Brasil e atende demandas complexas dos mais variados setores mercadológicos.

Cada planta industrial é única e, como tal, tem demandas diferentes. Mais do que isso, as alterações de layout, em função de novas linhas, aumentos e reduções de produções exigem a implantação de equipamentos de auxílio industrial diferentes. Um exemplo prático: quando uma montadora de automóveis inclui um novo modelo de veículo em catálogo, trata-se de um novo chassi, novos recursos internos, novos conjuntos de pneus e rodas e tudo o mais que se possa verificar nos automóveis. Atender as necessidades de produção, nesses casos, exige o desenvolvimento de equipamentos de auxílio industrial de qualidade. E é aí que atua a RCO, fabricante com sede em Mogi Guaçu (SP).

Com 29 anos de mercado, a empresa atende indústrias dos mais variados segmentos, sendo as ligadas ao setor automobilístico as principais delas. Os desenvolvimentos de equipamentos industriais que podem ser fielmente classificados como personalizados têm alguns segredos, que começam com a maleabilidade da equipe de vendas, passa pela facilidade de mudança de configuração da fábrica e conta com a expertise de engenharia e o auxílio de sistemas de gestão integrados e eficientes. Tudo suportado por uma mão de obra altamente produtiva.

“Temos uma Planta de 60.000 m² com uma Fábrica de 22.000 m2. Um belo espaço, com ótima estrutura e que nos permite alterar layouts de acordo com a demanda de produção. Esse, revelo, é o primeiro grande segredo para que consigamos produzir equipamentos personalizados para os nossos clientes”, diz Roque Oliveira Júnior, diretor da RCO. Segundo ele, está na cultura industrial da RCO a maleabilidade da fábrica, a ponto de provisionar linhas de produções para equipamentos nunca antes feitos e, rapidamente após a entrega, reconfigurar a planta para novos pedidos.

O conceito de maleabilidade, aliás, é o fio condutor da RCO. Ele é aplicado desde a prospecção de vendas. “Os vendedores estão habituados a identificar demandas inusitadas nas linhas de produções dos nossos clientes. Há, também, ocasiões nas quais os clientes contam com equipamentos produzidos fora do Brasil, gerando altos custos de importação. Por diversas vezes fomos requisitados a realizar esses projetos localmente e atendemos com excelência de engenharia e material similar ou superior à de produtores internacionais”, salienta.

Integração sistêmica e de engenharia

No momento da definição do projeto, os engenheiros da RCO entram em ação. Eles identificam a melhor forma de conduzir o processo e contam com um MRP (Manufacturing Resources Planning) afiado. O sistema identifica e classifica os materiais disponíveis em estoque e nas linhas de fornecedores necessários para atender o projeto, e dá a base para o desenho em terceira dimensão, que servirá como um protótipo virtual para a aprovação do cliente.

Com o projeto aprovado, segue-se para o detalhamento do projeto e em seguida inicia-se a produção, onde já foi devidamente programada/planejada para entregar o produto com a qualidade de engenharia exigida.

 

CNI vê aceleração da economia em 2020 e projeta alta de 2,8% para o PIB industrial

Fonte: G1

Expectativa é de crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto no próximo ano. Organização avalia que construção civil será o principal motor do crescimento em 2020.

A economia brasileira deve acelerar no próximo ano, com aumento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 1,2% neste ano. É o que indica estimativa divulgada nesta terça-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio de edição especial do Informe Conjuntural.

“A garantia de que esse crescimento vai se materializar, de que o crescimento vai aparecer, é a continuidade das mudanças na economia, que vão gerar melhor ambiente de negócios e mais segurança para as empresa investirem mais, contratarem mais”, avaliou o economista da organização, Flavio Castelo Branco.

As expectativas correm a favor do PIB industrial, do mercado de trabalho e apresenta um comportamento favorável sobre inflação, juros e dólar.

Veja a notícia do G1 completa neste link: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/12/17/cni-ve-economia-acelerando-em-2020-e-projeta-alta-de-28percent-para-o-pib-industrial.ghtml