FIT contribui em reportagem do Portal AECWeb

Saiba como evitar interrupções na concretagem

Confira as principais recomendações para o evitar problemas causados pela descontinuidade do fornecimento de concreto

Um dos momentos mais delicados na execução de estruturas moldadas in loco, o lançamento do concreto deve ser precedido de um planejamento rigoroso, capaz de garantir previsibilidade a esta etapa. Quando isso não acontece, a concretagem fica sujeita a interrupções, algo que deve ser evitado, sempre que possível.

“Muitas concretagens são interrompidas por diversas falhas, da logística das concreteiras, de problemas no planejamento da obra, além de fatores não previsíveis”, diz Mauro Santos, gestor da Fit Concreto.

Veja matéria na íntegra clicando aqui.

Indústrias brasileiras seguem em recuperação

Fonte: G1

PIB do Brasil cresce 0,6% no 3º trimestre, puxado pelo consumo das famílias

Resultado mostra leve aceleração do ritmo de recuperação entre julho e setembro. Resultado do 2º trimestre foi revisado para uma alta 0,5%, ante leitura anterior de avanço de 0,4%.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro

 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre, puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento privado, segundo divulgou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,842 trilhão.

Em relação ao 3º trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,2% – a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação.

O resultado mostra uma leve aceleração na trajetória de recuperação da economia entre julho e setembro, embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava no começo do ano.

Veja a notícia do G1 completa neste link: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/12/03/pib-do-brasil-cresce-06percent-no-3o-trimestre-diz-ibge.ghtml

Grupo RCO contribui com o Natal das crianças no Casmoçu

O Grupo RCO aderiu à campanha Natal Solidário, do Centro de Ação Social Casmoçu, pela primeira vez. E o sucesso da ação já pode ser medido. Foram cerca de 116 adeptos. Sim, esse é o número de crianças apadrinhadas pelos colaboradores da empresa, aos quais a diretoria parabeniza e agradece pelo espírito solidário.

A campanha é liderada pelo Casmoçu, com o intuito de arrecadar brinquedos e fazer as crianças atendidas mais felizes no Natal. A metodologia foi simples: o colaborador escolheu uma cartinha, escrita por uma das crianças. Nessa cartinha constava se era menino ou menina. Ao escolher, a criança foi automaticamente apadrinhada e agraciada com um brinquedo.

No Grupo RCO, a arrecadação ocorreu até 09.12 e podemos dizer que nós contribuímos para fazer os Natais de mais de um sétimo, das cerca de 700 crianças que o Casmoçu atende, mais felizes.

Setor de equipamentos confirma recuperação e cresce 31%

Crédito: InfraROI

Foto da linha de produção das retroescavadeiras série F2 em Campo Largo (PR) – Crédito Rodrigo Conceição Santos

Rodrigo Conceição Santos – 29.11.2019 –

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) divulgou ontem o estudo de mercado prevendo que o setor de equipamentos da linha amarela deve crescer 31% neste ano. Se confirmada a projeção, o mercado deve consumir 16,6 mil equipamentos, contra 12,6 mil do ano passado. O resultado surpreendeu positivamente a própria Sobratema, que previa um mercado semelhante ao de 2018.

São considerados equipamentos da linha amarela os tratores de esteiras, retroescavadeiras, pás carregadeiras, mini escavadeiras, escavadeiras, caminhões fora de estrada, rolos compactadores, motoniveladoras e mini carregadeiras. Incluindo outros equipamentos como tratores de pneus e caminhões rodoviários aplicados na construção civil, o volume de vendas deve chegar a 26,4 mil unidades, o que representa crescimento ainda maior, de 37%. “É um avanço importante, mas não podemos deixar de lembrar que em 2014, recorde histórico do mercado, foram 70 mil equipamentos comercializados, sendo 30 mil só da linha amarela”, diz Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema.

Pelo lado positivo, ele pondera, os fabricantes de equipamentos estão vendendo em 2019 o dobro do que foi vendido em 2017. “E, dos 16,6 mil equipamentos da linha amarela que devem ser vendidos neste ano, mais de 13 mil são de fabricação nacional, mostrando que a indústria local pode se fortalecer”, avalia Daniel.

Modelos de destaque
Avaliando classes de equipamentos isoladamente, alguns tipos como autobetoneiras, telehandlers e plataformas aéreas de trabalho tiveram crescimento mais acentuado. Neste ano devem ser vendidas, por exemplo, 470 autobetoneiras, contra 175 mapeadas no ano passado.

Os caminhões rodoviários emplacados devem chegar a 6,5 mil unidades, ante 4,6 mil em 2018. Já as vendas de plataformas aéreas de trabalho chegaram perto de 2 mil unidades, crescendo 75%. Destoa o setor de guindastes, cujas 4 unidades vendidas são muito menos do que as 32 de 2018.

 

O Estudo da Sobratema é uma sondagem feita entre os vendedores de equipamentos e seus consumidores. Ou seja, ela escuta fabricantes e dealers como fornecedores. As construtoras e locadoras são as compradoras e, ente elas, a expectativa para os próximos anos é alta e ancorada no dado de que 45% aumentaram a frota neste ano. Nessa mesma pesquisa, no ano passado, 58% disseram que a frota diminuiu em relação a 2017.

Isso reflete também na mão de obra, pois 61% dos compradores de equipamentos disseram que contrataram em 2019. No ano anterior foi quase o inverso: 57% demitiram.

Nesse aspecto do levantamento foram ouvidos 39 empresas, sendo 17 construtoras, 12 locadoras e 10 dealers de equipamentos. Os dealers, apesar da baixa quantidade, representam mais de 50% do setor, segundo a Sobratema.

Menor frota parada e expectativa positiva
Outro aspecto positivo apontado pela pesquisa da Sobratema é a redução da frota ociosa. Hoje, as empresas entrevistadas relataram uma média de 28% de equipamentos parados em pátio. A porcentagem é razoável, já que historicamente é recomendado que as empresas mantenham um volume de equipamentos disponíveis para atender clientes de imediato. Para nível de comparação, em 2017 e 2018 esse mesmo estudo apontou a média de 50% e 40% de frota ociosa, respectivamente.

A perspectiva da Sobratema para 2020, por fim, é relativamente moderada perto do todo apresentado. A associação espera que o setor aumente 10%, sendo que as vendas da linha amarela atingiriam 18,2 mil unidades.

Concreteira do Futuro desponta no interior paulista

Planta é modelo no controle logístico, reciclagem de água e concreto e nível de automação no carregamento de insumos.

Fit Concreto, em Tambaú, usa tecnologia de ponta.

Por um tablet na cabine, o operador da pá carregadeira aciona os comandos da central de concreto. O traço da mistura já está pré-definido em sistema e não há outro operador na central. Aliás, não há outro operador em qualquer lugar do pátio de produção do concreto. É o operador da carregadeira quem gerencia o tempo de produção. Para isso, ele acompanha o trajeto do caminhão betoneira pelo tablet ou um smartphone identificando quando ele chegará da última obra para receber uma nova carga. Quando chega, o resto da última carga é limpado do balão e todo esse resíduo – principalmente a água – é efetivamente reciclado. O carregamento da central dosadora de concreto é mais rápido, porque as baias de areia e brita, que são os materiais mais volumosos da mistura do concreto, estão estrategicamente posicionadas perto da alimentação da central, reduzindo o trajeto da pá carregadeira.

Essa é a história de uma concreteira do futuro, mas que já existe. A operação ocorre diariamente em Tambaú, no interior de São Paulo, e é realizada pela FIT Concreto, uma concreteira criada como conceito para demonstrar que é possível produzir concreto de melhor qualidade e de forma mais rentável com o uso de tecnologias.

Mauro C. Santos, gestor da FIT Concreto, explica que o reciclador da empresa recicla 100% da água utilizada na produção do concreto, inclusive a água de chuva do pátio. “Já o resíduo de concreto é mais de 70% reciclado e o material fino vai para a caixa de decantação, onde ainda passará por um processo de limpeza antes do descarte”, diz. Após a decantação, o resíduo é destinado para prefeituras e obras de pavimentação, onde é utilizado como base para asfaltamento.

Com essa taxa de reciclagem, assegura Mauro, é seguro dizer que a FIT Concreto tem a recicladora mais efetiva do Brasil. Ele explica que outros sistemas em concreteiras não apresentam o mesmo desempenho por falta de adaptações no equipamento. “As recicladoras disponíveis no mercado não são plug and play (instale e use). Elas precisam de várias adaptações. Fizemos na nossa, com engenharia própria, e estamos colhendo os resultados”, salienta.

O silo, onde fica armazenado o cimento, é horizontal, de fabricação da SITI. Isso, segundo Mauro, dispensa a necessidade de fundações no pátio da concreteira para suportar o equipamento de armazenamento. O despejo do material é feito através de rosca transportadora, que oferece bom escoamento devido o contato direto ao longo do percurso do helicoide (hélice) presente na parte inferior do silo. “Esse silo tem design para facilitar o escoamento do material para a rosca transportadora, emulando o efeito da gravidade para dar a eficiência necessária”, explica o especialista.

As ligações elétricas e pneumáticas do silo horizontal são feitas em fábrica e o equipamento chegou pronto para a montagem, realizada em cerca de sete horas, na FIT Concreto. “Só precisamos disponibilizar o espaço nivelado e compactado, sem qualquer estrutura de fundação. Isso otimizou tanto o prazo de instalação quanto os custos com provisionamento”, detalha o gestor da FIT Concreto.

A planta foi dimensionada para produzir até 2 mil m³ de concreto por mês. Hoje opera com um pouco mais de 50% da capacidade, a exemplo do mercado de construção civil que ainda se recupera. Mauro e sua equipe trabalham em novos desenvolvimentos, sendo que um deles deve elevar em 50% a capacidade da concreteira. “Estamos em fase final de desenvolvimento de uma tecnologia de pesagem que melhorará ainda mais a logística. Explicaremos detalhes assim que for possível”, conclui.